Pressão e dor na testa e no nariz, congestão nasal e muco espesso. Estes são alguns dos sintomas típicos da sinusite. Mas como saber se estamos perante uma condição autolimitada (que se resolve sozinha e em poucos dias) ou crónica? O tratamento é igual em ambos os casos? Neste artigo do Viral, ajudamos a distinguir a sinusite aguda da crónica e explicamos como cada uma deve ser tratada.
O que é a sinusite?
A sinusite ocorre quando os seios nasais (e paranasais) – as cavidades dentro do nariz e da cabeça – ficam inflamados e inchados. Quando isto acontece, “o muco engrossa e obstrui as aberturas de um ou mais seios nasais”, causando o “aumento da pressão”, explica-se num texto informativo da Escola Médica de Harvard.
A inflamação e o inchaço dos seios nasais pode ter várias causas. Podem ser: infeções virais, bacterianas ou fúngicas; alergias, rinite alérgica ou asma; poluição do ar e fumo do tabaco; infeções dentárias; desvio do septo nasal; pólipos nasais (saliências benignas que podem causar obstrução nasal); e, em casos raros, uma imunodeficiência.
Como distinguir a sinusite aguda da crónica?
O que distingue a sinusite aguda da crónica é a duração dos sintomas. Tal como se explica num texto da Academia Americana de Alergia, Asma e Imunologia (AAAAI, na sigla inglesa), “a sinusite aguda refere-se aos sintomas de sinusite com duração inferior a quatro semanas”.
A maioria dos casos “começa como uma constipação comum” e “os sintomas geralmente desaparecem dentro de uma semana a 10 dias”. Em alguns casos, pode desenvolver-se uma infeção bacteriana.
Dentro da sinusite aguda, há um subtipo chamado “recorrente”. Segundo um documento da Academia Americana de Otorrinolaringologia – Cirurgia de Cabeça e Pescoço (AAO-HNS, na sigla inglesa), a sinusite aguda recorrente “ocorre quando os pacientes apresentam múltiplos episódios de sinusite viral ou bacteriana aguda, mas geralmente retornam a um estado basal saudável, sem sintomas entre os episódios”.
Por outro lado, a sinusite crónica “é frequentemente diagnosticada quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas, apesar do tratamento médico”, refere-se no texto da AAAAI.
Quais os sintomas?
Os sintomas mais típicos de qualquer tipo de sinusite são: “pressão dolorosa nas bochechas e na testa”; “secreção nasal espessa, amarelo-esverdeada”; rinorreia posterior (sensação de muco na garganta), “frequentemente acompanhado de mau gosto”; “tosse”; “congestão”; e “dor de dentes”.
Em casos de sinusite aguda, é comum também ocorrer febre.
Como se trata a sinusite?
O tratamento da sinusite vai depender, sobretudo, da causa. De acordo com o texto da Escola Médica de Harvard, “muitas infeções sinusais melhoram sem tratamento”, mas “vários medicamentos podem acelerar a recuperação e reduzir a probabilidade de a infeção se tornar crónica”.
Para aliviar os sintomas e acelerar a recuperação, podem ser utilizados “descongestionantes”, “sprays nasais salinos” (para aliviar e diluir as secreções mucosas) e “analgésicos” para a dor (como o paracetamol e o ibuprofeno).
A sinusite pode ser desencadeada por alergias. Nesse caso, é fundamental evitar os gatilhos para a manifestação das alergias e tomar a medicação adequada (como anti-histamínicos ou esteroides nasais).
Se a sinusite for desencadeada por uma infeção bacteriana, o profissional de saúde prescreve um antibiótico. Em caso de infeção fúngica, o médico pode prescrever um medicamento antifúngico.
“Quando os tratamentos ou medicamentos falham, a cirurgia endoscópica dos seios nasais pode ser uma opção”, sublinha-se no texto da AAAAI.
A cirurgia é frequentemente recomendada em casos de presença de pólipos nasais, excesso de tecido ou desvio do septo nasal.

