Secretário de Estado da Saúde fez balanço sobre importância da transição digital para o SNS.

Ciência, saúde, tecnologia e inovação são áreas com uma relação de grande proximidade e essenciais para mais acesso e qualidade nos cuidados de saúde proporcionados aos cidadãos, defendeu o Secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, na Sessão de Abertura da Conferência Inovação, Dados e Digital: como definem o futuro da nossa Saúde?, que decorreu esta quinta-feira, 15 de dezembro, em Lisboa.

“Os cuidados de saúde são por excelência um fórum em que a tecnologia tem um espaço fundamental”, começou por afirmar o Secretário de Estado, no encontro organizado pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI). A conferência pretendeu fazer um ponto de situação sobre as principais tendências em termos de tecnologia no setor da saúde e do bem-estar, em Portugal e no mundo, designadamente ao nível da chamada Saúde Digital.

De acordo com a APDSI, a saúde digital e a inovação tecnológica, e tudo o que as possibilitam, podem permitir que Portugal seja uma montra de inovação e de ehealth em diferentes áreas, como por exemplo, telecuidados, genómica, análise de dados, inteligência artificial e integração de cuidados.

Neste contexto, Ricardo Mestre lembrou que os serviços digitais da saúde ocupam os cinco principais serviços digitais da Administração Pública em volume de acessos e utilização, o que tem vindo a contribuir para a evolução positiva do Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade (DESI). E lembrou que o Plano de Recuperação e Resiliência conta com 300 milhões de euros para a área da transição digital.

O Secretário de Estado reforçou, depois, que as conclusões dos mais recentes estudos realizados sobre a transformação digital no setor da saúde em Portugal revelam que os portugueses recorrem com frequência a serviços digitais na área da saúde, muito embora as aplicações móveis ainda não tenham adesão significativa. Ricardo Mestre defende que há muito espaço para aproveitar mais a tecnologia e “tornar os sistemas de saúde cada vez mais acessíveis, resolutivos e eficientes”. “Há assimetrias e desigualdades na população que temos de acautelar, mas a população está muito disponível para que possamos fazer esta evolução”, acrescentou.

O governante asseverou que a tecnologia não pode ser um fim em si mesmo, mas sim um “instrumento para cumprir os desideratos da política de saúde” – considerando que a aposta não deve ser apenas no tratamento da doença, existindo um grande potencial de investimento na promoção da saúde e prevenção da doença. Ricardo Mestre adiantou que há várias áreas que podem beneficiar com a transição digital, desde a eficiência à qualidade dos cuidados prestados, passando pela satisfação dos profissionais de saúde e pelos utentes.

De: https://www.sns.gov.pt/noticias/2022/12/15/digitalizacao-ao-servico-das-pessoas/