Secretária de Estado destaca aprendizagem na redução da infeção hospitalar.

A Secretária de Estado da Promoção da Saúde, Margarida Tavares, encerrou esta segunda-feira, dia 17 de outubro, a Sessão de Assinatura do Compromisso de Honra do Programa STOP Infeção Hospitalar 2.0. O programa vai expandir-se a mais doze instituições hospitalares, passando a abranger um total de 22, e vai consolidar-se nas dez que participaram entre 2015 e 2018.

A STOP-Infeção Hospitalar 2.0 é um projeto do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistências a Antimicrobianos, da Direção-Geral da Saúde (PPCIRA/DGS), em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e com o apoio técnico-científico do Institute for Health Improvement (IHI). Tem como objetivo reduzir a incidência de cinco tipos de infeção hospitalar em 50%, no prazo de 3 anos.

Presente na sessão em que foram assinados os novos compromissos, a Secretária de Estado começou por defender a importância de cada vez mais se apostar na promoção da saúde e na prevenção da doença, asseverando que o nome da nova Secretaria de Estado da Promoção da Saúde reflete essa ambição. Margarida Tavares defendeu que Portugal conta já com leis e programas que permitem fazer um caminho positivo neste domínio e reforçou, ainda, que a aprendizagem feita ao longo da pandemia é também crucial para conseguir resultados ainda melhores na redução da infeção hospitalar.

A Secretária de Estado acrescentou que “as instituições de saúde estão hoje muito mais bem preparadas para enfrentar os desafios”, mesmo sem sabermos “qual será o próximo agente que nos vai inquietar” – assegurando que o combate à infeção hospitalar é essencial para enfrentar qualquer doença transmissível. A governante aproveitou a ocasião para agradecer a todas as instituições o trabalho de adaptação feito durante a pandemia, desde as estruturas centrais às locais. “Não foi só a ver doentes que se trabalhou”, disse, lembrando todo o trabalho feito nos circuitos, normas, políticas, etc.

Sendo Portugal em 2011/2012 um dos países europeus com mais elevada incidência de infeção hospitalar, a tendência tem sido de progressiva redução, tendo o projeto STOP, desenvolvido em 2015-2018, sido um acelerador dessa redução. Pretende-se agora, com o novo projeto, maximizar e expandir estes resultados positivos. A DGS e o Ministério da Saúde reconhecem a relevância deste projeto nos hospitais e partilham os propósitos plasmados no Plano Nacional de Segurança do Doente 2021-2026 e no Despacho n.º 10901/2022, de 8 de setembro, que considera a “Participação da instituição no “STOP-Infeção Hospitalar 2.0” um indicador do Índice de Qualidade do PPCIRA e parte integrante do processo de contratualização das instituições prestadoras de saúde do SNS.

De: https://www.sns.gov.pt/noticias/2022/10/17/combate-a-infecao-hospitalar/